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Cultura do excesso

Ficar tempo demais na frente de um celular... isso nós fazemos, e vemos muitas crianças e adolescentes pegando o exemplo. Às vezes até é mais fácil de fazer algo ou não fazer nada quando os pequenos/jovens estão entretidos no seu mundo digital, mas o quanto disso vai fazer bem? Excessos nunca são bons, tudo que é em excesso é patológico ou pode torna-se uma patologia.

A palavra que falta é equilíbrio, pois não é preciso que retiremos a atualidade da mão dos que são parte da atualidade, mas sim conseguir dar prioridade ao convívio pessoal e atividades que possam potencializar as subjetividades em desenvolvimento. A modernidade globalizada acabou por apresentar muitos mundos e possibilidades, às vezes diversas possibilidades ao mesmo tempo. O excesso de liberdade que, como exemplo, a internet oferece, acaba por ser também um delimitador da personalidade, regras e valores compartilhados. 

A maioria das crianças e adolescentes hoje em dia pensam ou sonham em ser alguém que viva de internet, que trabalhe em casa fazendo vídeos, jogando ou até se mostrando o máximo possível. Isso acaba por trazer um padrão do que é certo, o que é melhor ou o que pode ser mais fácil, e então limita o que alguém pode fazer ou ser por ser apenas aquilo que lhe chama a atenção. O não conseguir sair de um mundo só, pode potencializar muitas faltas que acabam influenciando de uma forma ruim os sujeitos em desenvolvimento psíquico-orgânico. 

É importante potencializar subjetividades, autoconhecimento e possibilidades em crianças e adolescentes, em caso de dúvidas de como fazer isso, entre em contato!



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